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Empreendedorismo em alta: cultivo do camarão cresce e se torna principal fonte de renda para produtores cearenses

Segundo o Portal do Empreendedor, durante o período da pandemia entre março e dezembro de 2020, foram registrados 11.316.853 novos MEI’s, com crescimento de 13,23% em relação ao ano anterior.




Negócios

É crescente a adesão do empreendedorismo no país, seja por vocação ou necessidade de obter fonte de renda segura, o fato é que o Brasil encerrou 2020 com o maior número de cadastros de microempreendedores de toda sua história. Segundo o Portal do Empreendedor, durante o período da pandemia entre março e dezembro de 2020, foram registrados 11.316.853 novos MEI’s, com crescimento de 13,23% em relação ao ano anterior.

Dentro do setor de carcinicultura não é diferente, o Ceará é atualmente líder no ranking em volume e valor das exportações de camarão por Estado, segundo dados da Associação Brasileira de Criadores de Camarão (ABCC), cenário que tem motivado o cultivo de camarão por parte dos produtores rurais locais, tornando-se uma das principais fontes de renda e criando novas oportunidades de alavancar pequenos negócios.

Para o diretor de insumos da Associação de Produtores de Camarão do Ceará, Sergio Almeida, a tendência é que o surgimento de novos produtores continue mas de forma planejada: “O Ceará é um dos principais pólos de cultivo de camarão no Brasil, possuimos uma vasta extensão de áreas propícias que já ocupam cerca de 53 municípios distribuídos entre o litoral e o interior, proporcionando a oferta de alimento seguro e de qualidade para diversos mercados. A expectativa é que através da atração de novos investimentos, e capacitação dos microempreendedores, esse número de cultivo e produção cresça ainda mais”, destaca. 

Camarão como principal fonte de renda

Para Maurício Maia, produtor rural de Alto Santo, o cultivo de camarão impulsionou sua geração de renda e a realização profissional. “Dos 32 anos de agronegócio, há oito invisto no camarão, quando passei a observar os produtores da região de Jaguaruana e percebi que temos em Alto Santo as condições semelhantes de solo, água e temperatura. Passei então a visitar outros locais produtores e iniciei alguns cursos na área para realizar minha própria produção”, relata.

Entre as principais vantagens o produtor destaca a possibilidade de altas produções por hectare e rápido crescimento. “Por se tratar de uma proteína animal de rápido crescimento e comercialização, durando cerca de 90 dias, tecnicamente é mais fácil de produzir o camarão do que produzir produtos agrícolas, a necessidade de menor mão de obra também facilitam o processo. Procuro manter o cultivo de maneira eficiente, desde a escolha das larvas até o preparo didático de viveiros, escolha de boa ração e probióticos. Esses elementos unidos ao conhecimento sem dúvida proporcionam o equilíbrio para a produção de qualidade no Ceará”, finaliza.